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  • SOBRE A PALESTRA

    Ansiedade, estresse, esgotamento, dores de cabeça, nas articulações e insônia estão entre as principais queixas/ problemas que afetam educadores. Quando se pergunta a um educador como está a sua saúde, provavelmente, se ouvirá reclamações a respeito de exaustão física, emocional e mental causado por uma rotina cada vez mais e sempre mais desgastante. Tal realidade tem se tornado alarmante nos corredores de nossas escolas em todo o país.

     Segundo Heleno Araújo Filho, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a não aplicação das políticas educacionais previstas na legislação impede que sejam oferecidas condições adequadas de trabalho para o desempenho da profissão. “A falta de infraestrutura, o excesso de estudantes por sala de aula, a dupla (muitas vezes tripla) jornada de trabalho, a falta de segurança nas escolas e a inadequada remuneração contribuem para desvalorizar a carreira e desestimular os profissionais, causando uma série de doenças”, aponta.

     “O adoecimento do educador repercute na sala de aula, na dinâmica escolar, nas políticas públicas e na carreira docente, fazendo com que o estudante perca na figura do professor a sua referência como profissional fundamental na mediação do conhecimento. O absenteísmo prejudica a formação dos nossos jovens e resulta em uma educação aquém do que se espera em termos de qualidade”, destaca Cristina M. Hashizume, doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pelo Instituto de Psicologia da USP.

     As políticas públicas educacionais devem ser formuladas a partir do mapeamento real dos dados sobre o adoecimento docente, para que sejam elaboradas estratégias para melhorar a qualidade de vida dos professores. Plano de carreira, aumento de salário, diminuição do número de horas trabalhadas e políticas de valorização docente são fatores que podem amenizar esse adoecimento. É salutar criar condições laborais favoráveis para esse educador, que além de atender as demandas pedagógicas em sala de aula, muitas vezes ainda precisa acolher os estudantes em suas demandas emocionais e familiares.

     No cenário em que se vivencia o fugaz e as relações virtuais, o apego emocional ao etéreo tem sido cada vez mais evidente entre nossos jovens estudantes e essa conduta globalizante traz consequências agravadas pela ausência do ente familiar que sobrecarrega a função da escola com a obrigatoriedade de educar emocionalmente seus filhos, além de formá-los academicamente.

     Entretanto, vislumbrando o panorama de adoecimento com que os educadores estão lidando constantemente e, na iniciativa de qualificar para acolher quem acolher, o CAOP-DH em parceria com o CVV vem promover o I CURSO DE CAPACITAÇÃO EM SAÚDE EMOCIONAL E MENTAL DO EDUCADOR, no dia 31 de agosto de 2019



    Temáticas e Palestrantes:


    ·     Relevância da Saúde emocional para o Educador. (Por Psicóloga Carina Vale, psicóloga Clínica, Especializanda em Suicidologia e Neuropsicologia).

     ·     Principais adoecimentos do Educador: Conhecendo sinas e sintomas da Depressão. (Por Cláudia de Castro Silva, Pedagoga/ Psicóloga/ Especialista em Educação Especial com ênfase em LIBRAS/ Psicopedagogia/ Avaliação Psicológica/ Saúde Mental e Atenção Psicossocial/ Neuropsicologia/ Psicóloga da equipe multiprofissional da SAEE.- SEMED)

     ·     Você conhece o CVV? (Centro de Valorização da Vida). (Por Dr. Ruy Cruz, psicólogo, diretor-geral do Hospital Nina Rodrigues, voluntário CVV).

      ·     Capacitação para o preenchimento da ficha de notificação em Automutilação e suicídio. (Por Suzanna Galvão Soares Muniz- Assistente social graduada pela UFMA. Especialista em Saúde Mental e Atenção psicossocial. Atua no Hospital Djalma Marques, Nina Rodrigues e APAE São Luís e voluntária da CVV).


    • Atividades do evento

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